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Quem foi Jean-Jacques Rousseau?

HISTÓRIA  FILOSÓFICA 

Jean-Jacques Rousseau, também conhecido como J.J. Rousseau ou simplesmente Rousseau,

 foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata genebrino. É #considerado um dos #principais #filósofos do #iluminismo e um #precursor do #romantismo.
Nasceu no dia 28 de junho de 1712, em Genebra, Suíça. E falesceu no dia 2 de julho de 1778, Ermenonville, França.
Seus restos mortais foram traslados para o #Panteão de #Paris em 1794.

Um filosofo Suíço, autor de #Pygmalion é a obra dramática mais influente de Jean-Jacques Rousseau, além de sua ópera Le devin du village. Embora agora raramente se apresentasse, foi um dos primeiros melodramas de todos os tempos. Era Influenciado por: John Locke, Montesquieu, Voltaire, Thomas Hobbes, Denis Diderot, mais

Suas Ideias notáveis eram: Visão de total liberdade no estado de natureza do homem, Vontade geral, Educação centrada na criança, Amor-próprio, Soberania do Povo, Liberdade Positiva, Corrupção da sociedade civilizada, Perfectibilidade.

Para ele, as instituições educativas corrompem o homem e tiram-lhe a #liberdade. Para a criação de um novo homem e de uma nova sociedade, seria preciso educar a criança de acordo com a #Natureza, desenvolvendo progressivamente seus sentidos e a razão com vistas à liberdade e à capacidade de #julgar.

"O primeiro que, ao cercar um terreno, teve a audácia de dizer isto é meu e encontrou gente bastante simples para acreditar nele foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras e assassinatos, quantas misérias e horrores teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas e cobrindo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: "Não escutem a esse impostor! Estarão perdidos se esquecerem que os frutos são de todos e a terra é de ninguém"
— Jean-Jacques Rousseau, frase de abertura da segunda parte do Discurso, em Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens.

🔹 Uma abordagem Profunda

Índice
1) Introdução
2) Filosofia Rousseauniana
3) O Homem natural
4) O contrato Social em Rousseau

✔ Introdução

Jean Jacques Rousseau nasceu em 28 de julho de 1712 em Genebra, Suíça. Considerado um dos nomes mais importantes do pensamento iluminista francês, o autor dedicou-se a produção de obras filosóficas, políticas, pedagógicas e filosóficas.

Os escritos políticos, sociais e filosóficos do suíço serviram de inspiração para a Revolução Francesa de 1789. Durante o tempo que viveu na França, Rousseau foi convidado por Diderot para escrever alguns verbetes da enciclopédia que estava sendo organizada juntamente com D’Alembert.

✔ Filosofia Rousseauniana

A filosofia rousseauniana tem como ponto de partida a condição de bondade do homem. O homem para Rousseau é um ser naturalmente bom, puro, honesto. No entanto, a sociedade em que esse homem vive é responsável por corrompê-lo, transformando-o assim em um homem mau, socialmente predisposto a cometer atos maldosos e intencionalmente ruins.

É por conta do convívio social que o homem, para Rousseau, torna-se mau, mesquinho e egoísta. De acordo com o filósofo, a desigualdade social é um dos principais motivos pelos quais a sociedade é capaz de corromper o homem.

As diferenças sociais fomentam a ganância e a busca por melhores condições de vida, posse de terras e bens, o que estimula as práticas egoístas entre os homens, que passam a pensar na própria felicidade e bem estar, deixando de lado o coletivo, as ações sociais pensando no bem comum.

Rousseau aponta que também o ciúmes e as disputas mesmo que veladas nos relacionamentos, tanto amorosos quanto sociais também tem grande parcela de responsabilidade na transformação do homem.

✔ O Homem natural

O homem ainda não corrompido socialmente é idealizado por Rousseau na figura do homem natural, o homem primitivo. Historicamente, ao viver em um sistema tribal, o homem primitivo desenvolve sentimentos de compaixão e solidariedade.

A vida tribal para Rousseau é responsável pelo noção de prosperidade do todo. Com o surgimento da #propriedade #privada, o homem torna-se #violento e #perigoso, #defende e #deseja a #prosperidade #apenas do que #é #seu e não mais de toda tribo.

Ao se deparar com confrontos morais e imperfeições sociais, o homem sai da condição natural e passa a pertencer à categoria de #homem #selvagem, por fim, o homem atinge a categoria de civilizado, momento no qual descarta os princípios de moralidade.

A passagem do homem do estado natural para o civilizado acontece com o surgimento da propriedade privada. Para Rousseau a noção de propriedade privada surge com a #criação do #Estado. No entanto, a civilização é anterior ao Estado e na filosofia rousseauniana, não surgem ao mesmo tempo.

A definição da natureza humana é um equilíbrio perfeito entre o que se quer e o que se tem. O homem natural é um ser de sensações, somente. O homem no estado de natureza deseja somente aquilo que o rodeia, porque ele não pensa e, portanto, é desprovido da imaginação necessária para desenvolver um desejo que ele não percebe. Estas são as únicas coisas que ele poderia "representar". Então, os desejos do homem no estado de natureza são os desejos de seu corpo. "Seus desejos não passam de suas necessidades físicas, os únicos bens que ele conhece no universo são a #alimentação, uma #fêmea e o #repouso

✔ O contrato Social em Rousseau

A #saída do #homem do #estado #natural #para a #condição de #civilizado implica o rompimento de cada ser com o estado natural. A partir desse rompimento torna-se necessária a existência de um contrato social responsável por reger a soberania e relações de poder entre os homens, que por sua vez, deve ser legítima e atender ao bem comum e a vontade geral.

A autoridade legítima e aceita pelos homens na condição de civilizados é #)transferida de cada um, individualmente, para o #Estado, que passa a ser detentor das liberdades  individuais, mas que deve no entanto, prezar pela vontade da maioria.

Para o suíço a força do Estado depende da transferência das liberdades de cada indivíduo. Se cada ser social abre mão de suas liberdades e se submete ao poder do Estado, ninguém se submete unicamente, isso dá aos homens a impressão de igualdade e produz um corpo moral e coletivo forte, gerido por uma única instituição.

O objetivo do Estado passa ser então, o bem comum e para isso, pode utilizar-se dos meios necessários para atingir seu propósito. No estado civil, os homens são considerados iguais perante a justiça, o que possibilita que o Estado de certa forma, devolva as liberdades cedidas pelos homens.

Teoria da Vontade Geral
Segundo Rousseau a "Vontade Geral" não é consenso, nem vontade da maioria e muito menos a soma das vontades individuais.  Um exemplo seria que cada indivíduo tem pelo menos duas vontades, vontades de longo prazo e as imediatistas, em que uma se sobrepõe a outra, sendo essa a vontade geral. 

Amor e ódio
Não há dúvida alguma de que Rousseau fez soprar um vento revolucionário sobre as ideias de amor e ódio: ele debate a sexualidade como uma experiência fundamental na vida do ser humano, a tomada de consciência da importância dos sentimentos de amor e ódio na construção da sociedade humana e no seu desenvolvimento pessoal, e enfim, essa abertura para o debate moderno sobre a divisão do amor entre amor conjugal e amor passional. Pode-se atribuir a Rousseau a tentativa de estabelecer, na sociedade do século XVIII, uma nova noção: a de que a personalidade do indivíduo, que concerne o tratamento que ele dá aos outros e a sua própria sexualidade, é formada na infância.

Suas principais obras foram: 
* Discurso Sobre as Ciências e as Artes
* Discurso Sobre a Origem e os
* Fundamentos da 
* Desigualdade Entre os Homens
* Do Contrato Social
* Emílio, ou da Educação
* Os Devaneios de um Caminhante Solitário
* Confissões

Foto: Jean-Jacques Rousseau

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