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MUSEU CAJAÍBA-A HISTÓRIA EM CIMENTO E PEDRA-Vitória da Conquista/ BA

MEMÓRIAS

Museu Cajaíba: o legado de um artista plástico- Aurino Cajaíba,

         Foto: Divulgação


Hoje vou dividir com vocês uma memória  muito legal, que vivi em 2014 ainda quando era uma académica de jornalismo. Minha professora de telejornalismo, Maria Marques, nos levou para conhecer esse museu. Confesso que me perdi e pequei com as palavras ao esboçar um pensamento. Mas fiquei maravilhada com as esculturas feitas em cimento e pedra, que eram disposta sobre o museu, sem falar na história de vida do Escultor Cajaiba.
Vou compartilhar com vocês o recorte da @revistagambirra dos meus colegas de comunicação que escreveram sobre  o museu. Confira!!

 

Quem foi Cajaíba

  Aurino Cajaíba/ Foto: Arquivo Municipal

Aurino Cajaíba da Silva nasceu no dia 25 de novembro de 1917 em Itaquara, município baiano próximo à Jaguaquara. Criado em Jequié, o artista plástico veio para Vitória da Conquista no final dos anos 50, onde se estabeleceu.

       Foto: Arquivo Pessoal

Cajaíba obteve prestígio nacional ao sair na Revista Manchete, numa reportagem de quatro páginas intitulada 
“A História Fantástica de Cajaíba”, em 1967. No ano seguinte, foi convidado da Hebe Camargo, em seu programa na TV Record. Expôs na Bienal Internacional de Arte de São Paulo e foi considerado fenômeno mundial pela crítica francesa, após a exibição do documentário sobre a vida do escultor no curta metragem “Cajaíba: Lição das Coisas – O Fazendeiro do Ar”, dirigido por Tuna Espinheira em 1975.

Morreu em 25 de Outubro de 1997. Um de seus pedidos à família foi que seu corpo fosse sepultado no próprio Museu e assim o foi. Dentre as várias esculturas, é possível encontrar um cantinho onde descansa seu corpo, da forma como viveu, rodeado por sua obra.
O Museu Cajaíba, localizado no alto da Serra do Peri Peri, guarda uma história com um importante valor cultural para Vitória da Conquista e região sudoeste. O espaço foi construído pelo artista-plástico Aurino Cajaíba, falecido há alguns anos, e é zelado pelo seu filho, Edvaldo Cajaíba.

    Foto: Arquivo Pessoal


As esculturas, confeccionadas com cimento e ferro, povoam os 6 mil metros quadrados do museu. Ainda em vida, Aurino contava cerca de 200, mas com o tempo elas foram se perdendo e degradando e hoje resistem por volta de 180 obras. “É um grande legado que o artista deixou para a cidade, com obras inspiradas na história do Brasil, expostas ao ar livre”, comenta Edvaldo.

      Foto: Arquivo Pessoal


Além dessas, “existem obras de Cajaíba em diversas cidades baianas. Em Vitória da Conquista, a mais famosa se encontra em frente ao tiro de guerra, conhecida como 
‘Os Três Pracinhas’”, explica o filho do escultor.

O museu começou a ser criado em meados da década de 60. Cajaíba esculpia numa sala que ficava dentro do espaço e foi expondo seus trabalhos ao redor desse ambiente. Hoje, ao caminhar por ali, é possível ter a sensação de estar vivendo a história dos nossos antepassados, em um jardim de pedra.
O artista viveu de forma humilde e assim levou a gestão de seu museu. Ele considerava que suas obras eram patrimônio público e não cobrava ingresso para os visitantes. Em certas situações fazia as esculturas e vendia a preços simbólicos, algumas vezes chegando até a não cobrar por elas. 
“Ele criou tudo isso, em benefício do povo. Ele montou o museu e não era cobrado ingresso, era aberto ao povo e o povo que contribuía com o que podia”, afirma Edvaldo Cajaíba.

Porém, ainda em vida, Aurino já alertava para as dificuldades de gerir o museu e solicitava ajuda do poder público. Em uma carta, ele chegou a pedir ajuda do governo, independente da instância, podendo ser o Governo Federal, Estadual ou Municipal. Seus pedidos não foram desnecessários pois hoje parte do acervo foi perdido pela falta de verba para conservação e outra parte foi restaurada por iniciativa do próprio Edvaldo, na tentativa de resgatar o museu com o que havia resistido.

     Foto: Arquivo Pessoal

“É uma busca muito cansativa que vem desde a época que meu pai era vivo. Ele sempre buscou um apoio que nunca foi dado. Depois da morte dele, já tentei várias vezes, já conversei com o prefeito Guilherme Menezes e ele prometeu que viria mandar o pessoal aqui pra fazer um levantamento, mas até o momento nada foi feito”, desabafa.

Por outro lado, a Prefeitura alega que o Museu Cajaíba é uma propriedade privada pertencente à família Cajaíba.

Muitos artistas já se encontraram ali para conversar, trocar histórias e vivências e a prática perdura. Ele  está aberto a visitantes, com entrada gratuita. Edvaldo explica os horários para visitação: ”Nos finais de semana, das 11:00 às 17:00 horas. A entrada é pelo espaço cultural Janela Cajaíba”.

Janela Cajaíba

Uma das estratégias da família Cajaíba para divulgar o trabalho de Aurino foi a criação do espaço cultural Janela Cajaíba. O local reúne artistas de Vitória da Conquista e promove atividades culturais constantes.

“Esse espaço foi feito em função do museu para divulgar as obras. Cajaíba faleceu há 23 anos e foi praticamente esquecido. 
No final dos anos 60 até o final dos anos 80, o museu era bastante visitado, vinha turistas do mundo inteiro. A revista Manchete impulsionou pra que ele pudesse ser reconhecido em todo o Brasil”, explica Edvaldo.

O espaço funciona como um bar, porém promove alguns shows. 

Endereço: BR-116, 639 - Lagoa das Flores, Vitória da Conquista - BA
Mapa de museu cajaiba vitória da conquista
(77) 98824-4378

Fonte: https://revistagambiarra.com.br/site/museu-cajaiba-o-legado-de-um-artista-plastico-pede-atencao-dos-conquistenses/

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