Pular para o conteúdo principal

Compreenda o termo paganismo e o neopahanismo.

Categoria: Serie: Religiões do Mundo

Paganismo e Neopaganismo

O termo paganismo vem do latim, paganus, que designava aqueles que viviam no campo.


Após a cristianização do Império Romano, a Igreja passou a designar "pagão" todos àqueles que não haviam sido batizados.
Religião
É importante frisar que os pagãos não eram um povo à parte. Eles eram cidadãos romanos que viviam na zona rural. Por isso, tinham uma relação mais forte com a natureza, e prestavam-lhe homenagem assim como prestavam adoração aos diversos deuses romanos.
Desta maneira, cultuavam as forças da natureza como o vento, sol, água, fogo e tudo o que fosse necessário para garantir a sobrevivência diária como o êxito das colheitas e a fertilidade dos animais.
Dentre algumas características desta religião podemos citar:
A natureza é parte da essência divina;
tudo o que existe na Terra é uma partícula do divino;
os ciclos da natureza são respeitados e celebrados com festas;
alguns praticam o animismo ou seja: as forças da natureza são personificadas e adoradas como deuses.
É importante ressaltar que o paganismo não é uma religião dogmática onde existem princípios morais rígidos. Em certas vertentes existe a hierarquia de sacerdotes, auxiliares e iniciados, mas não existe um livro sagrado de onde vem a fonte única do saber
Assim, é impossível afirmar que existe apenas um tipo de paganismo. Afinal, os cultos pagãos variavam de uma região para outra. Desta maneira, a religião pagã tem diversas tradições e vertentes como a Wicca, a bruxaria, o paganismo celta, nórdico, eslavo etc. Exemplo: a Wicca é paganismo, mas nem todo paganismo é Wicca.

A Wicca é uma religião de mistérios e veneração à natureza que tem como base de suas crenças os conceitos do Paganismo
O termo amplo e geral conhecido hoje como Paganismo tem origem nas formas de espiritualidade panteístas, animistas, totêmicas, de bases xamanísticas e na maioria das vezes politeístas, centradas nas forças da natureza.

O Paganismo não pode ser considerado uma religião, mas sim o pilar central que engloba o modo de vida, os conceitos espirituais e filosóficos no qual todas as expressões religiosas focadas na natureza se apoiam e desenvolvem seus fundamentos. Assim, poderíamos dizer que qualquer religião centrada na Terra que não crê no Sagrado como forma transcendente e que não seja monoteísta é Pagã.
Os estudiosos subdividem o Paganismo da seguinte forma: Paleopaganismo, Mesopaganismo e Neopaganismo.


Paleopaganismo
É o termo geral usado para as fés tribais intactas centradas na natureza e encontradas na antiga Europa, África, Ásia e Américas politeístas. O Paleopaganismo é praticamente inexistente nas sociedades urbanas modernas e somente é encontrado, talvez, em regiões distantes e intocadas pela presença e influência do homem contemporâneo.


Mesopaganismo
É usado para se referir a uma série de movimentos organizados e não-organizados que surgiram com o intuito de recriar e/ou reviver aquilo que seria o Paleopaganismo. Ele pode ser considerado um Paganismo intermediário, que engloba os elementos Pagãos que se mantiveram vivos até a Idade Média e influenciaram a Maçonaria, o Rosacrucianismo e a Teosofia, por exemplo. No entanto, tais tentativas não podem ser considerados Paganismo per se, pois foram fortemente influenciadas pelos conceitos, valores e práticas de muitas religiões monoteístas judaico-cristãs.

Neopaganismo
É a terminologia moderna corrente usada para uma variedade de movimentos, geralmente não organizados, iniciados desde a década de 60, com raízes antigas ou não. Nessa classificação de Paganismo estão inclusos todos os que tentaram criar, recriar, reviver ou continuar as práticas do Paganismo de diferentes culturas. Esta categoria de Paganismo inclui ideias e tentativas de eliminar os conceitos inapropriados, assim como as atitudes e práticas, das religiões e visões de mundo monoteístas, dualistas e ateístas.

Pode ser considerado um movimento iniciado pela sociedade contemporânea para restabelecer a adoração à natureza. Esta definição pode incluir qualquer tentativa, indo desde os movimentos reconstrucionistas até os grupos não reconstrucionistas como o Neodruidismo e a Wicca.
Assim, a #Wicca é uma #religião #Neopagã, um #nome #alternativo dado à #Bruxaria #Moderna, que se #inspira no #Paganismo dos #Antigos #Povos da #Europa e que se propõe a #celebrar novamente a #Deusa #Mãe e os #Antigos #Deuses da natureza, criando e recriando os rituais das antigas culturas onde estas Deidades foram um dia celebradas.
A Wicca é o reavivamento e a sobrevivência moderna desta Antiga Religião baseada na Terra e suas manifestações. Suas raízes espirituais estão no neolítico e paleolítico europeu, tempo em que os povos primitivos cultuavam a Deusa Mãe como a grande criadora, nutridora e sustentadora da vida.

Fonte:
✔https://www.google.com/amp/s/www.iquilibrio.com/blog/espiritualidade/wicca/paganismo-e-neopaganismo/amp/
✔https://www.google.com/amp/s/www.todamateria.com.br/paganismo/amp/

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quem foi Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra?

RECORTES DA HISTÓRIA Jaime VI da Escócia e I de Inglaterra Jaime VI & I (Edimburgo, 19 de junho de 1566 – Cheshunt, 27 de março de 1625) foi o Rei da Escócia como Jaime VI e Rei da Inglaterra e Irlanda pela União das Coroas como Jaime I.  James nasceu em 19 de junho de 1566, no Castelo de Edimburgo, Edimburgo, Escócia e  Morreu em  27 de março de 1625 aos 58 anos, na Casa Theobalds, Cheshunt, Hertfordshire, Inglaterra Seu Enterro ocorreu na Abadia de Westminster, Londres, Inglaterra em 7 de maio de 1625 Seus Pais: Henrique Stuart, Lorde Darnley e Maria da Escócia Religião Protestantismo Sua Esposa foi Ana da Dinamarca e seus  descendentes foram Henrique Frederico, Príncipe de Gales Isabel da Boémia Margarida da Escócia Carlos I de Inglaterra Roberto, Duque de Kintyre Maria de Inglaterra Sofia de Inglaterra Viveu na Casa Stuart Ele reinou na Escócia desde 1567 e na Inglaterra a partir de 1603 até sua morte. Os dois reinos eram estados soberanos individ...

Sobrenomes Judaicos (Sefarditas) em Portugal e no Brasil

HISTÓRIA Saiba se tem origem judaica. Os principais sobrenomes judaicos (Sefarditas) da Península Ibérica e os principais exemplos do Dicionário Sefarad. Sefarditas (do hebraico Sefardim, no singular  Sefardi ) são todos os Judeus provenientes da Península Ibérica (Sefarad). Tais Povos por muitos séculos foram perseguidos durante o período da Inquisição Católica. E por este motivo, fugiram para países como Holanda e Reino Unido; além dos países do Norte da África e da América como: Brasil, Argentina, México e EUA; e desse modo, tiveram que seguir suas tradições secretamente ou até mesmo abrir mãos das Tradições do Judaísmo, tudo  em busca da sobrevivência . Sendo que alguns ainda tiveram que se converter forçadamente ao Cristianismo Católico. Início     Histórias     Curiosidades Sobrenomes Judaicos (Sefarditas) em Portugal e no Brasil Saiba se tem origem judaica. Os principais sobrenomes judaicos (Sefarditas) da Península Ibérica e os prin...

Maçãs e suas simbologias: todos os significados do fruto proibido

Maçãs e suas simbologias: todos os significados do fruto proibido A maçã é um símbolo que está presente na história humana desde os primórdios dos tempos. Haja vista que quando Adão e Eva comeram deste fruto da Árvore do Conhecimento, saíram do Paraíso para experienciar a existência terrena. Esse é um dos simbolismos mais conhecidos da maçã, mas existem outros bem interessantes. Na Mitologia Grega, a maçã está associada à Árvore da Vida do Jardim das Hespérides, na Morada dos Deuses. Tem uma passagem na Mitologia Grega, na qual Hércules colhe três maçãs de ouro da Árvore da Vida, no Jardim das Hespérides. Este mito remete a imortalidade da Alma. Também era considerada o símbolo do amor, associado à Afrodite, deusa do amor, da beleza e da sensualidade. Os  povos germânicos viam a maçã como símbolo da imortalidade, porque  este fruto estava associado à Idun, a Deusa da Eterna Juventude Para os celtas esta fruta era símbolo da alta magia, da imortalidade, do conhecime...